Que tédio! Sem campeonato, nem sequer uma taça, de Portugal ou outra qualquer, com o Benfica em stand-by, o futebol suspenso, aguardo ansiosamente por mais e melhores espectáculos, pelos dribles e golos dos nossos gloriosos jogadores. Antes, num passado recente, demasiado recente, aproveitava estas pausas para respirar melhor, afastar da mente e do peito as tristezas e desilusões. Nesta época, um dia basta, e faz-me logo falta ver aqueles onze guerreiros de águia ao peito a correrem atrás da bola, ou melhor, ver a malta a trocar a redondinha enquanto o adversário a olha de longe ou, ainda melhor, apenas a cheira. Pois uma coisa é cheirar, e outra é jogar à bola; é, ao apito final, estar a ganhar, ou de preferência a golear. Os “amigáveis” já não dão pica. Conquistar tantos troféus destes não alimenta – são demasiados, seis em seis, que valem zero; está certo: é melhor ganhar do que perder. Mas a rotina “mata”, devagar, mas mata (e sem aspas). Resta recuperar quem está de baixa. Fazer descansar quem brilhou, e brilha!, lá por fora (uns com Maradona, outros com tristes mortais). Reunir o grupo. Acertar a pontaria frente ao Guimarães. Voltar a reunir. Preparar. Respeitar – e eu sei que, nos dias que correm, é mesmo esta a principal missão, dado o grau de dificuldade. Concentrar. E ganhar. Ou melhor: derrotar, golear, esmagar! Apagar, sem apelo, nem agravo, a ilusão de se ser grande, quando, na realidade, se é apenas perseguidor. De passados e de presentes. Corpo sem futuro – em morte lenta. É hora de redefinirmos fronteiras, mais visíveis, indiscutíveis! É esta a oportunidade de sermos o maior clube português, dentro das quatro linhas e fora delas, de nos distanciarmos das outras realidades, a Norte, a Sul, aqui mesmo ao lado. É hora d' O Despertar do Gigante.
18.11.09
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