30.11.09

Empate em Alvalade

O empate em Alvalade foi, afinal de contas, o resultado menos mau. Considero o resultado justo, mas, para ser totalmente sincero, confesso que cheguei a sentir, durante alguns períodos do jogo, que o Benfica esteve mais perto da derrota do que propriamente da vitória. Se o desfecho foi bom ou mau, isso, só o saberemos lá mais para a frente. Para já, e quando estão decorridas 11 jornadas, o Benfica cumpre plenamente os seus objectivos, conseguindo uma vantagem de três e onze pontos para os seus principais rivais: FC Porto e Sporting, respectivamente.

O jogo de sábado teve muito mais de luta (e sangue) do que propriamente qualidade. Ainda assim, fiquei algo desiludido, pois, ao contrário daquilo que já demonstrou nesta época, desta vez a equipa do Benfica não foi capaz de encontrar a inspiração necessária para, da maior qualidade individual e colectiva, fazer golos e alcançar os três pontos. Por outro lado, voltámos a revelar garra e espírito de sacrifício – Javi Garcia é, de facto, um guerreiro – naquela que é, até ao momento, a fase menos boa neste campeonato.

O mês de Dezembro é o ideal para recuperarmos a nossa veia goleadora. Para assumirmos a liderança do campeonato e nos afastarmos, definitivamente, do FC Porto (protagonista de um futebol sofrível) e do Sp. Braga (aquele clube que, infelizmente para os seus sócios e adeptos, segue a linha delineada pelos presidentes Pinto da Costa e António Salvador). Recebemos a Académica e o FC Porto, na Luz, e visitamos o Olhanense (sem comentários). Desejar (exigir?) três vitórias consecutivas na competição é o mínimo; é aqui que começa, na verdade, o caminho para o título de campeão nacional.

MAIS
Quando a inspiração não chega, urge recorrer à garra e ao espírito de sacrifício. Javi Garcia e Ramires personificam, perfeitamente, esta regra e, em Alvalade, “carregaram” o Benfica, atrás e à frente, para uma exibição mais positiva. Quim provou estar num bom momento de forma.

MENOS
Quando os criativos se encontram em “noite não” então tudo se torna mais difícil. Pablo Aimar foi incapaz de “pegar” no jogo e, recorrendo ao seu futebol inigualável (pelo menos, neste país), desmanchar a estratégia (mais) defensiva do adversário. Voltámos a ter o velho mau Di Maria. Pelos segundo jogo consecutivo: está na “explodir” de vez.

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